Entrevista

v. 34 n. 2 (maio/ago - 2021): História indígena, agência e diálogos interdisciplinares

Entrevista com João Pacheco de Oliveira

Enviado
8 fevereiro 2021
Publicado
30-04-2021

Resumo

João Pacheco de Oliveira é antropólogo, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador 1A
do CNPq e bolsista Faperj do Programa Cientista do Nosso Estado. Fez pesquisa de campo prolongada com os índios ticunas, do Alto Solimões (Amazônia), da qual resultou sua dissertação de mestrado (UnB, 1977) e sua tese de doutoramento (UFRJ, 1986), publicada em 1988. Realizou também pesquisas sobre políticas públicas, coordenando um amplo projeto de monitoramento das terras indígenas no Brasil (1986-1994), com apoio da Fundação Ford.

Orientou mais de sessenta teses e dissertações no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRJ voltadas sobretudo para povos indígenas da Amazônia e do Nordeste, em programa comparativo de pesquisas em etnicidade e território apoiado pelo CNPq e Finep. Atuou como professor visitante em alguns centros de pós-graduação e pesquisa no Brasil (Unicamp, UFPE, UFBA, Fundação Joaquim Nabuco e Ufam) e no exterior (Universidad Nacional de La Plata, Argentina; Università di Roma La Sapienza, Itália; École des Hautes Études en Sciences Sociales e Institute des Hautes Études de l'Amérique Latine, França; Universidad Nacional de San Martín, Buenos Aires).

Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (1994/1996) e, por diversas vezes, coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas. Nos últimos anos vem se dedicando ao estudo de questões ligadas à antropologia do colonialismo e à antropologia histórica, desenvolvendo trabalhos relacionados ao processo de formação nacional, à historiografia, bem como a museus e coleções etnográficas. É curador das coleções etnológicas do Museu Nacional e organizou recentemente a exposição Os Primeiros Brasileiros, relativa aos indígenas do Nordeste, exibida em Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro e atualmente no Museo Superior de Bellas Artes Evita, em Córdoba (Argentina). Junto com lideranças indígenas, foi um dos fundadores do Maguta: Centro de Documentação e Pesquisa do Alto Solimões, sediado em Benjamin Constant (AM), que deu origem ao Museu Maguta, administrado hoje diretamente pelo movimento indígena.

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